Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Fico assim...

Às vezes fico assim...

Quieta...

Num silêncio profundo...

Onde o tempo pára

E a noite fica longa...

 

E fico assim...

 

Sinto apenas o peso das pálpebras

Que se apertam agarrando a escuridão

Como se de um tesouro se tratasse

 

Sim, um tesouro...

Porque nela consigo vislumbrar-te...

 

Trincas o lábio de baixo

E sabes que me desconcertas...

 

Dois olhos negros

Despem-me num segundo

E fico sem segredos...

Sim, os teus...

 

Um sorriso provocador

Perturba-me sem piedade...

Sim, desenhado nos teus lábios carnudos

Onde me perco em beijos de algodão doce

 

Coças a cabeça

Sempre que não sabes

O que dizer a seguir

 

E eu...?

E eu fico assim...

A beber a cada momento...

 

E contenho um sopro de ar

Que não se consegue escapar

Quando acredito que ouvi

Agora mesmo... agora mesmo...

'Anda...'

E banho-me num arrepio

Que me desperta cada poro...

Um a um...

 

E fico assim...

publicado por SRock às 20:11
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