Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Num sopro de vento

Era quase meia-noite

E sentada no chão do meu quarto

Espreitava pela janela

E deixava os meus olhos vaguearem

Percorrendo a cidade prateada de luar

 

Entrelacei a minha mão na tua

E num sopro de vento com cheiro a mar

Deixámos que as nossas sombras

Se misturassem e vibrassem

Ao ritmo tímido de cada suspiro

 

Chamaste-me e fui

Não olhei para trás

Para o labirinto de laços

Feitos e desfeitos

 

Trocámos olhares de fogo

Soltámos loucura acanhada

Segredámos pensamentos

E em silêncio relatámos desejos

 

No fumo do meu cigarro

A tua silhueta desfez-se

Em espirais perfeitas

E caí num sono profundo

Ao sabor suave e quente

Do toque dos teus lábios sedentos

Dos arrepios irrequietos da minha pele na tua

publicado por SRock às 00:35
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1 comentário:
De Anónimo a 23 de Janeiro de 2012 às 22:12
Se não se importar vou utilizar o seu poema numa antologia poética que estou a realizar para a escola.
Líndissimo.
Melhor poema que já li neste blog.
Um dia quero adquirir a sua capacidade de escrita.
Cumprimentos.

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