Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Tempestade de areia

Do deserto chega um vento

Quente e seco...

Despenteia os meus cabelos

E aquece a minha alma

 

Sopra devagar

Em espirais que se elevam

Em ondas sem espuma

Que me atravessam

 

Quando vem e por mim passa

Escreve o teu nome nos grãos que piso

E trilha o meu caminho

Com a marca dos teus lábios

 

E os meus pés caminham desajeitados

Na pressa de o agarrar

Para que não se evapore

E com ele te arraste para longe

 

Grito por ti...

Recebo de volta o eco

Que soa como uma sombra

Sem rosto

 

E só depois...

Quando já não me despenteia

Percebo que afinal eras tu

Esta tempestade de areia

publicado por SRock às 23:28
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5 comentários:
De Aquele que te escuta a 9 de Fevereiro de 2012 às 22:55
Muitas vezes me interrogo, sobre o que te vai na alma quando escreves... já te perguntei directamente e confesso que a resposta não foi a que esperava ouvir.

Leio-te agora de forma um tanto ou quanto diferente e continuo a questionar-me sobre o sentido da tua escrita.
Continua bonita, forte, mas... eu, sem o devido enquadramento, falta-me a orientação espacial.
E acho que deveria ter. Como um artista, que ao pintar um quadro, lhe dá um sentido, ou explicação do que representa.

Sugestão: Após cada escrito, o primeiro comentário poderia ser o teu...
De SRock a 10 de Fevereiro de 2012 às 02:07
Este sei de quem é... Gostei da sugestão, mas para mim não é fácil... apenas pq nem eu pp sei explicar pq escrevo o q escrevo... sai dos meus dedos como se tivessem vida pp... são sentidos, alguns revoltados, outros apaixonados pela beleza da vida que ainda vislumbro...
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2012 às 01:06
Um turbilhão de ideias,
Arrumadas numa escrita
Desalinhadas pela vida
Que se deseja bem vivida.

Relatos de prazer,
De dor e dúvidas,
Que assolam um espirito rebelde
E cheio de energia.

Relatos dos cinco sentidos
Sentidos isoladamente,
Sós, agudizados,
Sentidos com o corpo e com a mente.

Somos ainda estranhos,
Que se cruzam pontualmente
Em alturas de escape
Em fases de retiro

Quem sabe... um dia...
Escreveremos páginas douradas
A uma só pena,
Num só papiro.
De SRock a 10 de Fevereiro de 2012 às 02:03
Gostei mto deste comentário... mto mesmo... pena não saber de quem é... texto mto bonito de alguém que parece conhecer-me melhor do que julga...

Obrigada!
SRock
De George Sand a 10 de Fevereiro de 2012 às 16:56
Há sopros que vão e que voltam,
partículas de histórias no ar.
São brisas que cantam palavras,
leves ventos,
breves tempos,
que ajudam a sonhar.

Gostei muito. Vou linkar



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