Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Gotas de suor

Deslizavam demoradamente

Sem que os ponteiros do relógio,

Na sua pressa de girar,

Se apercebessem que o tempo tinha abrandado

 

Como pedaços de veludo

Desprendidos em espirais perfeitas

Libertaram arrepios com sabor a mar

E cheiro a areia molhada

 

Dos poros rasgados na nossa pele

Soltaram-se uma a uma

Como salpicos de orvalho

Que nascem no primeiro grito da manhã

 

Os teus cabelos ensopados nos meus

Beberam dos mesmos riachos

Que arrastavam, em correntes de prazer,

Emoções que navegavam com rumo incerto

 

As minhas mãos entrelaçadas nas tuas

Transpiravam em poças de água quente

Onde não há horas contadas

Nem tempestades a conter

 

E nestas gotas de suor

Afogámo-nos em beijos

E encharcámos as nossas almas

De essências nuas de pudor

publicado por SRock às 01:45
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2 comentários:
De George Sand a 23 de Fevereiro de 2012 às 01:07
Uma poesia muito pictórica e muito agradavel de ler
De Mamy a 26 de Fevereiro de 2012 às 22:47
Também está muito bom a transmite muita emoção. Continua. Bjs.

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