Sábado, 17 de Março de 2012

Anda...

Acordei... devagar...

Mas não abri os olhos

Não queria viajar para fora do sonho

E sentir-me de novo

Como única protagonista

Dum conto que era dos dois

 

A minha pele tatuada com o teu cheiro

Estremecia a cada memória

Ainda sentia o teu colo

Debaixo do meu rosto

Com toque a lençol de cetim

E os meus pés ainda quentes

Por se terem enrolado nos teus

 

A minha boca

Guardava o sabor de um beijo

E os meus ouvidos

As tuas palavras meigas

Em sussurros que ainda ecoavam

Como um embalo de mar

Numa manhã de Primavera

 

Anda...

Fica em mim...

Anda...

 

Tu chamaste-me e eu fui

Despejei de mim

Tudo o que julgava como certo

E deitei fora todas as pedras

Que afinal podia atirar para longe

 

Fiquei leve e voei até ti

Num vôo suave

De quem se desprende do chão

E pousei no teu abraço

 

Anda...

Fica em mim...

Anda...

 

Quem te disse que o mundo

Vai pesar sobre as nossas costas?

Porque me disseste isso?

Nunca soube...

 

Mas não me interessa o mundo

Mas tu...

E tu és quem me faz correr

E quem me faz acreditar

Que depois da nuvem mais negra se afastar

Há um sol que brilha

E tu dás-me esse calor

 

Anda...

Não te escondas

Juntos trilharemos chão de alcatrão

E de terra batida

Juntos descobriremos

Cada canto que as nossas almas gritam

E numa noite de Verão

Ao olharmos o céu

Saberemos que somos apenas

Pó da mesma estrela

 

Anda...

publicado por SRock às 14:26
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1 comentário:
De Cavaleiro Andante a 17 de Março de 2012 às 16:46
“Estás aí?”
Se estiveres diz alguma coisa
Dá-me um sinal
Não! Não o faças!
Alguém pode ver…
Não quero que se saiba
Que voltaste
Ou alguém vai querer roubar-te
Nem que seja por um instante
E aí perdemo-nos…

Eu sei que estás aí
Consigo sentir-te
Deixa-me fechar os olhos
para te vislumbrar…
Agora sim.
É bom ter-te aqui,
Sentir-te perto de mim.
Sentir o teu pulsar
Deixa-me dar-te aquele abraço
Com as mãos a trepar pelas tuas costas
Em que te vou afagando,
Alcançando a pouco e pouco,
No fim afogo os lábios no teu pescoço
E perco-me até partires de novo.

Fico com o teu aroma
Aquele que um dia senti
No meio da multidão
E me estancou, tirou forças, deixou-me lívido
A pensar que estavas ali.
Entre formigas num carreiro
Inalei o teu perfume
Mas não era o teu cheiro
Faltavas tu para lhe dar vida

Fica bem,
Eu finjo ficar também.
Aguardo já o teu regresso
Ansiando acompanhar a música da tua voz
Com instrumentos afinados
E aí as palavras que sempre te direi
Ganharão vida,
Entre laivos de luz dançarão,
No anfiteatro da vida,
Ou da minha imaginação

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