Terça-feira, 18 de Setembro de 2012

Não sei...

Não sei porque me debruço sobre o rio

Se tudo o que vejo

É um rosto sem expressão

Que ondula ao sabor das suas correntes  

 

Não sei porque ainda corro

Se depois me tiram o fôlego

E deixo de respirar

Engolindo palavras que me recuso a ouvir

 

Não sei porque ainda conto as estrelas do céu

Se cada vez são menos

Se se vão apagando e caindo…

Sem se importarem se a minha noite fica mais escura

 

Não sei porque sopro com vigor

Marcas de terra e de pó

Que mancham a minha janela

Da chuva que já desabou sobre mim

 

Não sei porque acendo velas

E fico a ver a cera derreter

E me derreto com ela

Como mel quente derramado em pele fria

 

Não sei porque danço descalça

Ao compasso das ondas que despejam a sua fúria

Numa areia isenta de culpas

Como se com elas compactuasse  

 

Não sei porque sorrio quando me apetece chorar

Misturando lágrimas…

De sabores diferentes…

Que só consegue distinguir quem as prova

 

E nem sei porque me entrego assim…

Porque me dói assim…

Porque me sinto assim…

Porque choro assim…

Porque me rio de mim… 

publicado por SRock às 01:05
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